
A maturidade na gestão de ativos determina diretamente a produtividade, a segurança e a lucratividade de uma empresa. A transição do caos operacional para a excelência tecnológica não ocorre ao acaso; ela segue etapas bem definidas de evolução no controle de processos:
1-Fase Sem Controle (Modo Apaga-Incêndio): Ausência total de planejamento. A manutenção atua estritamente de forma reativa quando o equipamento quebra, gerando altos custos com peças, paralisações inesperadas e perda de matérias-primas.
2-Início do Controle (Primeiras Rotinas): Surgem os primeiros registros de ocorrências e a conscientização da equipe sobre a necessidade de rotinas organizadas de inspeção e acompanhamento.
3-Controle Subjetivo (Gestão por Opinião): As tomadas de decisão baseiam-se na intuição, no “feeling” e na experiência individual dos colaboradores. Há avanços, mas falta padronização técnica.
4-Controle Objetivo (Resultados Claros): Introdução de métricas de desempenho (como MTBF e MTTR), medições concretas e coleta sistemática de dados, eliminando o achismo na gestão.
5-Controle Periódico (Prevenção Regular): Consolidação de cronogramas fixos e regulares de manutenção preventiva com base em tempo de uso ou ciclos operacionais.
6-Engenharia Avançada (Alta Confiabilidade): Estudo altamente especializado integrado à Indústria 4.0. Aplicação de inteligência preditiva, sensores de vibração, termografia e engenharia de confiabilidade para otimização contínua dos ativos.
Evoluir gradativamente por essas fases é o caminho mais seguro para eliminar desperdícios e alcançar a máxima produtividade industrial.
Fontes e Referências Pesquisadas:
ABRAMAN – Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Panorama Geral da Manutenção)
CNI – Portal da Indústria (Manutenção e Competitividade na Indústria 4.0)
SKF Group – Asset Efficiency Optimization & Reliability Maintenance Framework
ABNT NBR 5462 – Confiabilidade e Mantenabilidade em Sistemas e Equipamentos

